A Obra da Cruz II

Lucas 18.9-14; Romanos 7.12; Colossenses 2.14

Enquanto por um lado as pessoas se sacrificam para tentar aliviar o peso trazido pelo sentimento de culpa, por outro lado elas observam algumas regras para tentar conquistar o agrado de Deus. Esse era, por exemplo, o modo de vida dos fariseus. A parábola de Lucas 18.9-14 é bastante clara para mostrar que o fariseu buscava se justificar diante de Deus através das boas obras que realizava. Ele acreditava que seria aceito por causa da observância de algumas regras; contudo, ele se enganou. Jesus afirmou claramente que isso jamais poderá justificar alguém diante de Deus.

O problema disso tudo não é a lei em si mesma. O próprio apóstolo Paulo afirmou: “De fato a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” (Romanos 7.12) Assim, o problema é a incapacidade que o ser humano tem de observar, fiel e diariamente, todos os preceitos da lei. Se, porventura, ele deixa de obedecer a um único princípio da lei, ele se torna culpável, responsável por uma dívida. Dessa maneira, a lei, ao invés de trazer alívio para o homem, traz mais peso; ao invés de uma recompensa, traz dívida.

Imagine que você tenta se justificar diante de Deus através das obras da lei. Você sabe que o segundo maior mandamento é amar o próximo como você se ama. Diariamente, você ora a Deus e lhe apresenta as suas motivações. Você afirma que ama as pessoas e que irá fazer o bem a todas elas. Então, você sai de casa e se depara com uma pessoa que parece muito bem sucedida. Ela começa a conversar com você e a pedir algumas informações sobre a cidade. Você está impressionado com a conversa e com as palavras daquele homem tão ilustre. De repente, aparece um mendigo pedindo algum dinheiro e você, querendo prestar atenção à conversa, não dá a mínima atenção para o mendigo. Ainda que você não perceba, você acabou de quebrar o segundo mandamento, fazendo acepção de pessoas. Diante disso, você se tornou responsável por uma dívida cobrada pela lei.

Este foi apenas um exemplo. O que dizer das outras vezes em que a lei ordenou você a amar e você desprezou; a repartir, e você ficou com tudo; a ajudar, e você foi embora; a orar sem cessar, e você foi negligente; a dar o dízimo, e você ficou com ele; a visitar, e você ficou em casa? Você mesmo quebrou a lei diversas vezes e se tornou responsável por uma dívida. Essa era a situação dos cristãos de Colossos. Por isso, Paulo, mais uma vez, lhes anuncia a obra da cruz, dizendo que Deus “(…) cancelou a escrita de dívida que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz.” (Colossenses 2.14)

Na cruz, toda essa dívida que existe pelo não cumprimento total da lei já foi paga. Todo o registro das suas falhas, Deus o tomou e o pregou na cruz do Calvário. Ali, na cruz, por causa do sacrifício de Jesus, o pagamento das suas obrigações e débitos foi realizado. A cruz nos livra da escravidão trazida pelo legalismo, que exige que façamos várias coisas para sermos aceitos por Deus.

Nossa Nação

Passam-se os dias

E noites,

Meu coração

Sempre a pesar.

Com choros

Inexprimíveis,

Meu coração angustiado

Clama por justiça.

Essa nação corrupta,

Fazem coisas que lhe aprazam.

Pessoas morrem todos

Os dias por causa

Da ganância desse povo.

Só pensam

Em si mesmos.

Crianças clamando

Por seus pais,

Com lagrimas escorrendo

Em suas faces

Sem terem

Aonde ir.

Sem nenhuma

Compaixão

Eles matam

Para satisfazerem

Seus desejos;

Soberbos!

Por causa

De miseráveis

Papéis coloridos.

Sem sentido.

Essa é minha nação!

Vinicius da Silva Melga

Aqui foi um poema de um amigasso… Abrass e Bjs

A Obra da Cruz I

Colossenses 2.13-15

Não foi por acaso que, no filme “A Paixão de Cristo”, a cruz recebeu um lugar de destaque. Toda a história, desde o Getsêmani, passando pelo Sinédrio judaico e o Pretório romano, se desenvolveu tendo em vista a cruz. Mel Gibson, entendendo a mensagem do Evangelho, a proclamação de Deus, apresentou a cruz como o ponto central do seu filme.

Desde os primeiros séculos da história da igreja, os cristãos escolheram um símbolo para representar a fé em Jesus. Essa escolha não foi casual e nem imediata. Levou um período de tempo até que todos concordassem com o uso de um símbolo que fosse universal para a fé cristã. Os desenhos nas catacumbas romanas revelam os primeiros modos como os cristãos representavam a sua fé: em algumas, está o desenho de um pão; em outras, de um peixe; em outras ainda, o desenho de uma pequena arca, referindo-se à história da salvação de Noé. Contudo, nenhum desses símbolos era universal, porque não conseguiam expressar com inteireza a mensagem do Evangelho.

Pouco a pouco, um símbolo foi sendo ressaltado no meio dos demais: a cruz. Os cristãos perceberam que ela conseguia representar tudo aquilo que a mensagem cristã anunciava: o sofrimento e morte de Cristo, e o refrigério e liberdade do cristão.

Nos dias de hoje, o grande problema da humanidade é a ausência de liberdade. Não estou me referindo à liberdade de ir e vir, mas de viver de maneira saudável. A maior parte das pessoas freqüenta consultórios de psicólogos e psiquiatras para tentarem se ver livres da culpa. Além disso, há muitos homens e mulheres que estão doentes não por algum problema físico, mas por guardarem uma tremenda culpa no coração. O mundo está cheio de pessoas aprisionadas pela culpa ou por demônios, que também podem oprimi-las e escravizá-las.

Quem gosta de viver debaixo de culpa e condenação? Qual é a pessoa que se sente bem vivendo sob opressão demoníaca? A mensagem da cruz é a única proclamação capaz de libertar as pessoas. Essa foi a mensagem que Paulo proclamou aos colossenses, explicando aos cristãos de lá o que aconteceu na cruz do Calvário (Colossenses 2.13-15).

  • A cruz nos livrou da culpa

Esse sentimento sempre foi inerente a todas as pessoas, em todos os tempos e em qualquer parte do mundo. O sentimento de culpa é resultado do pecado, que faz nascer no coração do homem uma percepção de que alguma coisa está errada, precisando ser corrigida. Quando os homens primitivos levantavam os seus deuses de pedra e lhes ofereciam sacrifícios, eles agiam motivados pelo sentimento de culpa que queriam apagar. Quando, na idade média, um grupo de flagelantes saía às ruas chicoteando o próprio corpo; quando alguém coloca uma cruz nas costas e segue em peregrinação até outra cidade a quilômetros de distância; quando os cristãos de Colossos abraçavam filosofias, seguiam rituais, obedeciam regras, flagelavam o corpo; todos eles seguiam ou se penitenciavam motivados, impulsionados pelo mesmo sentimento.

Mas o sentimento de culpa não afligiu apenas as pessoas do passado. Ele continua escravizando muitas pessoas no presente e de maneira muito sutil. Há pessoas que, nos dias de hoje, não conseguem prosperar na vida. Elas conseguem, talvez, subir alguns degraus de prosperidade, mas depois ficam paralisadas, não conseguem continuar superando obstáculos. Dentro delas existe algo como uma voz, lhes dizendo que não seria justo elas continuarem prosperando; que outras pessoas continuam na pobreza; que alguns poderiam ficar ofendidos ou chateados. Essas pessoas, então, ficam são tomadas por um sentimento de culpa que as trava na miséria; ficam iludidas pela suposição de que assim conseguirão pagar pelo “erro” apontado pela consciência.

Há muitas pessoas que estão solteiras porque estão escravizadas por algum sentimento de culpa. Alguns vêem a mãe sozinha e são levadas a imaginar que, se contraírem matrimônio, estarão praticando um ato de traição, abandonando aquela que sempre foi companheira e se desdobrou para cuidar da filha. Outras pessoas jamais se casam porque pensam que não podem deixar outros as considerarem bonitas; têm medo de ser admiradas e receber elogios; pensam que devem continuar feias e espantando interessados ou interessadas por não se acharem dignas do apreço de alguém. Na verdade, não casar é uma tentativa de sacrifício para apagar o sentimento de culpa causado pela própria consciência.

O sentimento de culpa se manifesta ainda de outras maneiras: através das penitências ou das boas obras; da auto-acusação e condenação; da auto-humilhação e do complexo de inferioridade. Tudo isso são atitudes que as pessoas tomam tentando uma compensação, tentando “pagar pelo pecado” que gerou esse sentimento. Sabedor dessa disposição, Paulo escreveu aos cristãos: “Ele nos perdoou todas as nossas transgressões.” (Colossenses 2.13) O remédio para o sentimento de culpa é o conhecimento do perdão de Deus. Se Deus perdoou o pecado, não existe mais necessidade de sacrifícios e, assim, não há mais base para o sentimento de culpa. Sendo assim, você precisa entender que está livre para fazer tudo aquilo que pode fazer.

Ouça, portanto, a Palavra de Deus. Liberte-se da escravidão. Seja livre do sentimento de culpa. Você só precisa entender que Deus já perdoou todas as suas transgressões. Não existe mais nada a ser feito, nenhum sacrifício a ser oferecido; você não deve mais nada a ninguém. Você não precisa se sacrificar, se penitenciar, se restringir para tentar aplacar o sentimento de culpa: o sacrifício já foi feito, de uma vez para sempre, ali na cruz do Calvário.

A Liberdade do Cristão III

I Coríntios 9.24-27

O perigo apontado por Paulo é o de as pessoas participarem de um grupo e começarem a se deixar influenciar pelos pecados cometidos por aquele grupo. Há algum tempo, um grupo de jovens decidiu ir pregar o Evangelho no carnaval de Ouro Preto (MG). Até aí, tudo bem; os cristãos precisam mesmo ir a esses lugares para pregar o Evangelho. Contudo, ao invés de influenciarem os foliões, eles começaram a se deixar controlar pelos próprios apetites pecaminosos, e aquele evangelismo foi um fiasco: vários jovens o deixaram de lado e “caíram na gandaia”. É necessário ressaltar, porém, que aqueles jovens já estavam na corrida, de forma diferente de alguns que estavam assentados nas arquibancadas por não quererem pregar o Evangelho para os foliões. Eles estavam no caminho certo, fazendo a vontade de Deus, vivendo e proclamando a liberdade em Cristo, mas se deixaram dominar pelos apetites pecaminosos. Eles não ganharam o prêmio; eles foram reprovados naquela situação.

Portanto, não basta pregar o Evangelho; é necessário também submeter os apetites pecaminosos à escravidão. Não basta ser livre; é necessário manter-se livre. As pressões internas, que anunciam o desejo da carne, são tão fortes quanto as pressões externas, que anunciam os desejos dos outros. Todas essas pressões querem escravizar os cristãos e apagar o poder do Evangelho. Por isso os cristãos devem tomar muito cuidado: eles não somente devem descer das arquibancadas e participar da corrida, mas também almejar conquistar o prêmio. Eles precisam continuar livres da escravidão para continuarem participando da corrida.

Infelizmente, há muitos que ainda estão escravizados. Alguns começaram a pregar para os colegas na escola e participar de suas festas, mas foram displicentes e não fecharam os ouvidos aos clamores do pecado: acabaram sendo escravizados. Em vez de levarem as pessoas a mudar o modo de falar, eles mesmos começaram a falar palavrões e usar linguagem torpe. Há moças crentes que começaram a se envolver com amigas incrédulas; contudo, elas não sufocaram os gritos da carne. Em vez de ajudarem suas amigas a se vestir de modo digno e honroso, elas começaram a se vestir de modo provocante e sensual.

O alerta de Paulo é para que os cristãos não sejam displicentes no tratamento da carne. Para continuar livre, cada cristão precisa fazer como Paulo: “esmurrar o corpo e fazer dele um escravo”. Porque o cristão está em liberdade, ele tem o poder de não se deixar sujeitar aos apetites da carne. Você é livre para dizer não a uma proposta de promiscuidade. Você é livre para submeter os desejos da sua carne à escravidão e impedi-los de o levarem à prostituição. Você é capaz de negar qualquer proposta indecente. Você tem poder para testemunhar diante de todos que o pecado não governa a sua vida. Você é livre para negar uma proposta de suborno e dizer às pessoas que isso é pecado e desagrada a Deus. Ainda que a sua carne esteja gritando e dizendo que você precisa do dinheiro, você é capaz de testemunhar Cristo diante das pessoas, mostrando que não precisa de comportar como elas.

Se você se chama cristão, você precisa ser livre.

A Liberdade do Cristão II

I Coríntios 9.20-27

Na sua pregação, no seu testemunho de vida, Paulo é livre de todas as opiniões, imposições e pressões. Ele não é obrigado a abrir mão das convicções que tem, nem a se sujeitar a essa ou aquela idéia por medo, receio ou política. Antes, pelo contrário, ele é livre para pregar e testemunhar Cristo diante de quaisquer pessoas, em quaisquer situações. Ele pode fazer tudo o que for necessário para pregar o Evangelho, sem se preocupar se o grupo A ou B não vai concordar com suas atitudes. Porque ele é livre, ele pode se tornar escravo de todas as pessoas sem ter que dever nada a ninguém. Ele pôde dizer, assim:

“Tornei-me judeu para com os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da Lei, tornei-me como se estivesse sujeito à Lei (embora eu mesmo não esteja debaixo da Lei) a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei. Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei (embora não esteja livre da lei de Deus, e sim sob a lei de Cristo), a fim de ganhar os que não têm a Lei. Para com os fracos, tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo por causa do Evangelho, para ser co-participante dele.” (I Coríntios 9.20-23)

 

Da mesma maneira que Paulo, se você se chama cristão você precisa ser livre. Apenas os cristãos é que têm poder para ser livres. Você precisa ser livre para seguir o Evangelho, para testemunhar Jesus, para não se deixar manipular pelas pressões de outras pessoas que querem controlar a sua vida. Se, por causa do Evangelho, você percebe que precisa se envolver com os “metaleiros”, envolva-se com eles. Não se preocupe se as pessoas começarem a dizer que você está errado ou em rebeldia. Vá estar com os metaleiros. Participe com eles das festas e dos eventos. Pregue para eles o Evangelho. Use a sua vida e as suas palavras.

Se, por causa do Evangelho, você percebe que precisa começar a falar de determinada maneira, fale sem se preocupar se as pessoas irão dizer que você está errado. Não deixe os outros matarem a vocação que está dentro do seu coração nem roubarem a sua liberdade em Cristo. Não se deixe escravizar pela opinião das pessoas. Se você percebe que, por causa do Evangelho, precisa participar das festas da sua escola, participe sem se preocupar se alguns vão condenar você. Vá à festa e, com a sua vida, testemunhe Jesus diante dos seus colegas. Aproveite as ocasiões para testemunhar a sua vida em Cristo. Participe das reuniões, brinque com eles, ria das histórias engraçadas. Deixe a luz do Senhor brilhar através da sua vida.

Como Paulo mesmo afirmou: “Faço tudo por causa do Evangelho, para ser co-participante dele.” (I Coríntios 9.23) Contudo, Paulo não concluiu a sua proclamação da liberdade neste ponto. Aquele que se chama cristão não apenas é livre para pregar o Evangelho, mas também para não se submeter aos apetites da carne. A questão da liberdade não é apenas um assunto externo, mas também interno. Não adianta se livre das opiniões das pessoas e das imposições dos homens, mas ser escravo do próprio pecado. Ou, parafraseando as palavras de Paulo: “De que adianta participar da corrida, ser conhecido como um grande pregador do Evangelho e, no final, não ganhar o prêmio, ser reprovado?” Veja o que Paulo nos escreve nos versículos 24 a 27:

“Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.”

Portanto, se você se chama cristão, você precisa ser livre e, por isso, submeter os apetites pecaminosos à escravidão.

A Liberdade do Cristão I

I Coríntios 9.19-27

  • Introdução

Algumas pessoas são conhecidas enquanto estão vivas; outras só são lembradas depois que já morreram. Esse é o caso de Dietrich Bonhoeffer: ele foi um dos pastores que lutou contra o regime nazista alemão. A sua luta era contra a manipulação promovida pelo nazismo e não concordava em que a igreja alemã não tomasse uma postura em favor da liberdade. Por isso, ele condenava tanto as igrejas quanto o governo nazista. Como cristão, ele queria a liberdade para pregar; era por isso que ele lutava. Apesar de pressionado por todos os lados, por pessoas que o aconselhavam a ficar em silêncio, Bonhoeffer decidiu continuar pregando. Finalmente, ele foi preso e morto em um campo de concentração.

Infelizmente a luta de Bonhoeffer não é a de muitos outros que se chamam de cristãos, que não lutam nem vivem a liberdade. Há muitos que já se acomodaram, que querem simplesmente continuar vivendo a vida sem muitos percalços ou mudanças, que acham que as coisas nunca vão mudar e que é melhor continuar aceitando a não-liberdade. Entretanto, isso não é uma característica do verdadeiro cristão. A Bíblia o apresenta como uma pessoa livre das tradições, do medo, do mundo e do pecado. Se você se chama cristão, você precisa ser livre. Em I Coríntios 9.19-27 o apostolo Paulo fala sobre isso.

Veja o que Paulo diz no versículo 19: “Porque, embora seja livre de todos(…)”. Essa é a grande afirmação do apóstolo Paulo: eu sou livre de todos no meu testemunho como cristão, livre das opiniões, das imposições, das pressões externas. Essa afirmação tinha razão para acontecer: havia ali na igreja de Corinto um grupo que dizia que ninguém poderia ter qualquer contato com incrédulos. Esse grupo era muito forte, tinha grande influência sobre as pessoas da igreja e estava querendo controlar a vida e o testemunho das pessoas por meio de suas opiniões e imposições. Atualmente há muitos cristãos que estão debaixo dessa mesma escravidão.

1. Há alguns que são escravos das opiniões de outras pessoas; são os crentes políticos. Eles não têm convicção pessoal para agir desta ou daquela maneira, e fazem ou deixam de fazer as coisas com medo do que os outros possam dizer. Temos como ilustração aquele que usa o cabelo comprido porque todos dizem que essa é a melhor posição, e condena os que usam cabelo curto.
2. Há os que são escravos das imposições de outros; são os crentes acomodados. Se alguém influente disse que todos devem agir de um jeito, ele simplesmente se acomoda, não tendo o trabalho de pesquisar o que a Bíblia diz a respeito. Ele quer ficar tranqüilo e não ser importunado. É muito mais fácil pregar o que todos estão pregando, agir como todos estão agindo. É melhor, para ele, deixar as coisas acontecerem por si mesmas.
3. Há ainda os que são escravos das pressões externas: se existe alguma pressão, ele logo muda de opinião e de atitudes. Como exemplo, podemos usar a figura de alguém que está solteiro e não consegue encontrar um cônjuge dentro da igreja. Ele logo muda o seu discurso por causa disso; antes falava de santidade radical; hoje, diante das pessoas que fazem chacota da solteirice, ele começa a pregar que não há qualquer problema em conseguir casamento com um não-crente.

A luta de Paulo era contra esse tipo de pensamento dentro da igreja: um pensamento dominador, controlador, manipulador, que transforma homens livres em máquinas, que coloca todos numa mesma “fôrma” e exige que todas ajam da mesma maneira. Por isso, Paulo olha para si mesmo e chama os outros a terem-no como exemplo. Ele afirma que é livre de todas as pessoas.