A Liberdade do Cristão I

I Coríntios 9.19-27

  • Introdução

Algumas pessoas são conhecidas enquanto estão vivas; outras só são lembradas depois que já morreram. Esse é o caso de Dietrich Bonhoeffer: ele foi um dos pastores que lutou contra o regime nazista alemão. A sua luta era contra a manipulação promovida pelo nazismo e não concordava em que a igreja alemã não tomasse uma postura em favor da liberdade. Por isso, ele condenava tanto as igrejas quanto o governo nazista. Como cristão, ele queria a liberdade para pregar; era por isso que ele lutava. Apesar de pressionado por todos os lados, por pessoas que o aconselhavam a ficar em silêncio, Bonhoeffer decidiu continuar pregando. Finalmente, ele foi preso e morto em um campo de concentração.

Infelizmente a luta de Bonhoeffer não é a de muitos outros que se chamam de cristãos, que não lutam nem vivem a liberdade. Há muitos que já se acomodaram, que querem simplesmente continuar vivendo a vida sem muitos percalços ou mudanças, que acham que as coisas nunca vão mudar e que é melhor continuar aceitando a não-liberdade. Entretanto, isso não é uma característica do verdadeiro cristão. A Bíblia o apresenta como uma pessoa livre das tradições, do medo, do mundo e do pecado. Se você se chama cristão, você precisa ser livre. Em I Coríntios 9.19-27 o apostolo Paulo fala sobre isso.

Veja o que Paulo diz no versículo 19: “Porque, embora seja livre de todos(…)”. Essa é a grande afirmação do apóstolo Paulo: eu sou livre de todos no meu testemunho como cristão, livre das opiniões, das imposições, das pressões externas. Essa afirmação tinha razão para acontecer: havia ali na igreja de Corinto um grupo que dizia que ninguém poderia ter qualquer contato com incrédulos. Esse grupo era muito forte, tinha grande influência sobre as pessoas da igreja e estava querendo controlar a vida e o testemunho das pessoas por meio de suas opiniões e imposições. Atualmente há muitos cristãos que estão debaixo dessa mesma escravidão.

1. Há alguns que são escravos das opiniões de outras pessoas; são os crentes políticos. Eles não têm convicção pessoal para agir desta ou daquela maneira, e fazem ou deixam de fazer as coisas com medo do que os outros possam dizer. Temos como ilustração aquele que usa o cabelo comprido porque todos dizem que essa é a melhor posição, e condena os que usam cabelo curto.
2. Há os que são escravos das imposições de outros; são os crentes acomodados. Se alguém influente disse que todos devem agir de um jeito, ele simplesmente se acomoda, não tendo o trabalho de pesquisar o que a Bíblia diz a respeito. Ele quer ficar tranqüilo e não ser importunado. É muito mais fácil pregar o que todos estão pregando, agir como todos estão agindo. É melhor, para ele, deixar as coisas acontecerem por si mesmas.
3. Há ainda os que são escravos das pressões externas: se existe alguma pressão, ele logo muda de opinião e de atitudes. Como exemplo, podemos usar a figura de alguém que está solteiro e não consegue encontrar um cônjuge dentro da igreja. Ele logo muda o seu discurso por causa disso; antes falava de santidade radical; hoje, diante das pessoas que fazem chacota da solteirice, ele começa a pregar que não há qualquer problema em conseguir casamento com um não-crente.

A luta de Paulo era contra esse tipo de pensamento dentro da igreja: um pensamento dominador, controlador, manipulador, que transforma homens livres em máquinas, que coloca todos numa mesma “fôrma” e exige que todas ajam da mesma maneira. Por isso, Paulo olha para si mesmo e chama os outros a terem-no como exemplo. Ele afirma que é livre de todas as pessoas.

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