A Liberdade do Cristão III

I Coríntios 9.24-27

O perigo apontado por Paulo é o de as pessoas participarem de um grupo e começarem a se deixar influenciar pelos pecados cometidos por aquele grupo. Há algum tempo, um grupo de jovens decidiu ir pregar o Evangelho no carnaval de Ouro Preto (MG). Até aí, tudo bem; os cristãos precisam mesmo ir a esses lugares para pregar o Evangelho. Contudo, ao invés de influenciarem os foliões, eles começaram a se deixar controlar pelos próprios apetites pecaminosos, e aquele evangelismo foi um fiasco: vários jovens o deixaram de lado e “caíram na gandaia”. É necessário ressaltar, porém, que aqueles jovens já estavam na corrida, de forma diferente de alguns que estavam assentados nas arquibancadas por não quererem pregar o Evangelho para os foliões. Eles estavam no caminho certo, fazendo a vontade de Deus, vivendo e proclamando a liberdade em Cristo, mas se deixaram dominar pelos apetites pecaminosos. Eles não ganharam o prêmio; eles foram reprovados naquela situação.

Portanto, não basta pregar o Evangelho; é necessário também submeter os apetites pecaminosos à escravidão. Não basta ser livre; é necessário manter-se livre. As pressões internas, que anunciam o desejo da carne, são tão fortes quanto as pressões externas, que anunciam os desejos dos outros. Todas essas pressões querem escravizar os cristãos e apagar o poder do Evangelho. Por isso os cristãos devem tomar muito cuidado: eles não somente devem descer das arquibancadas e participar da corrida, mas também almejar conquistar o prêmio. Eles precisam continuar livres da escravidão para continuarem participando da corrida.

Infelizmente, há muitos que ainda estão escravizados. Alguns começaram a pregar para os colegas na escola e participar de suas festas, mas foram displicentes e não fecharam os ouvidos aos clamores do pecado: acabaram sendo escravizados. Em vez de levarem as pessoas a mudar o modo de falar, eles mesmos começaram a falar palavrões e usar linguagem torpe. Há moças crentes que começaram a se envolver com amigas incrédulas; contudo, elas não sufocaram os gritos da carne. Em vez de ajudarem suas amigas a se vestir de modo digno e honroso, elas começaram a se vestir de modo provocante e sensual.

O alerta de Paulo é para que os cristãos não sejam displicentes no tratamento da carne. Para continuar livre, cada cristão precisa fazer como Paulo: “esmurrar o corpo e fazer dele um escravo”. Porque o cristão está em liberdade, ele tem o poder de não se deixar sujeitar aos apetites da carne. Você é livre para dizer não a uma proposta de promiscuidade. Você é livre para submeter os desejos da sua carne à escravidão e impedi-los de o levarem à prostituição. Você é capaz de negar qualquer proposta indecente. Você tem poder para testemunhar diante de todos que o pecado não governa a sua vida. Você é livre para negar uma proposta de suborno e dizer às pessoas que isso é pecado e desagrada a Deus. Ainda que a sua carne esteja gritando e dizendo que você precisa do dinheiro, você é capaz de testemunhar Cristo diante das pessoas, mostrando que não precisa de comportar como elas.

Se você se chama cristão, você precisa ser livre.

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