De TODO coração

Olá galera, sei que ando muuuuuito sumido, mas são as circunstâncias que às vez nos deixam bem atarefados, mas eu não consigo mais renunciar ao que Deus tem me dado! Vamos ao que interessa… Hoje vou falar sobre algo que tem me intrigado muito, algo que Deus tem cobrado principalmente da minha vida e acredito que isso possa servir para a sua vida também!

No livro de Jeremias, no capítulo 29, versículo 13, diz o seguinte:

Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração.

E o que Deus tem posto em meu coração é que uma ampla parte da sociedade cristã, atualmente, tem sido alimentada com uma ideologia de vitórias sem lutas, de ganhar algo sem renúncia, de galardão sem obediência, de vida sem sacrifícios, e acreditam que Deus possui a função de mordomo. Que ao pedirmos Deus nos dará, só fazer um bico, uma pirraça como uma pequena criança mimada, sendo que o que Jesus nos ensinou quando viveu aqui na terra, é uma vida de renúncia, de sacrifício, de humildade e de obediência total à Deus. Hoje em dia é pregado mensagens de prosperidade financeira, vitória e milagres e deixaram a cruz, salvação e o caminho estreito de lado, a essência do evangelho foi embaçada.

As pessoas querem achar os favores de Deus mas não querem buscá-lo, ouvem falar de Deus mas não o conhecem, não tem um relacionamento com o Pai. Quando Deus entregou Jesus em sacrifício para pagar por nossos pecados, Ele estabeleceu a chance de um relacionamento com Ele, ele rasgou o véu do templo, a presença dEle se espalhou por todos os lugares, dentro e fora de Israel, a intimidade de Deus deixou de ser para com uma pessoa específica e se estendeu a cada um que reconhece que Jesus é o salvador da morte eterna.

Quando o Senhor Deus fala que quando o buscarmos de todo o nosso coração o encontraremos, é de entrega total, sem medos, anseios, regras, formalidades ou abismos que possam nos separar do relacionamento que Ele nos convida a termos. Muitas das vezes, as pessoas estão na igreja, fazem obras grandiosas, exercem o ministério mas não tem tempo de ter um relacionamento íntimo com o Pai, se ocupam demais com as tarefas da igreja, e as seculares pois ninguém está fora do mundo, e acabam esquecendo, não por maldade, de orar, jejuar, meditar e estudar a bíblia e acabam se tornando religiosos e esfriam espiritualmente, caem na rotina.

No livro “Da janela ao monte” de Helena Tannure, à uma parte em que ela explica o motivo do pecado ter entrado no mundo, onde tudo começou, achei muito interessante e gostaria de compartilhar:

ONDE TUDO COMEÇOU…

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.”

“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor…” (Ezequiel 28 : 15 e 17)

O texto de Ezequiel refere-se à queda de Lúcifer. O termo perfeito significa íntegro e moralmente sadio. Por criação, Lúcifer era perfeito, porém o seu orgulho concebido em seu interior causou sua ruína.

E em Isaías lemos:

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações. Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte, subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Com tudo serás precipitado para o reino dos mortos no mais profundo abismo.” (Isaías 14 : 12-15)

O orgulho não foi apenas a ruína de satanás. Ele já arrastou muitos para a apatia, a solidão e a total cegueira espiritual, plantando sutilmente no coração das pessoas o mesmo orgulho, a mesma soberba que o levou à condenação.

Quando satanás falou à mulher através da serpente, oferecendo-lhe o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele disse: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:5)

Serei como Deus! A “Síndrome de Lúcifer”, a mesma iniquidade que se achou em satanás, foi plantada por ele no coração da mulher e assim, foi introduzido o pecado em toda a raça humana, causando a separação entre Criador e criatura. Depois dessa separação, como o homem poderia se sentir?

Incompleto, frustrado e, imagino eu, com uma imensa necessidade de perdão e aprovação.

Como se não bastasse tanta desolação, na sequência histórica dos desastres, veio a morte de Abel por causa da inveja de seu irmão. Caim não suportou ver a oferta de Abel sendo agradável a Deus enquanto a sua fora rejeitada. Não suportou ser menos que Abel. Queria agradar, ser o melhor, receber reconhecimento e, como isso não ocorreu, a ira que nutria por seu irmão, levou-o ao homicídio.

No princípio, antes da mentira, homicídio, prostituição ou roubo… Houve orgulho, presunção, inveja.

Observando esta combinação de palavras: orgulho, presunção e inveja, ocorreu-me uma quarta palavra que resume o sentido de todas elas. Fui até o dicionário, e lá estava: VAIDADE! Vaidade é: desejo exagerado de atrair admiração ou as homenagens dos outros. Ostentação; presunção; futilidade; orgulho.

A obstinação de Lúcifer em atrair a admiração e adoração o levou à queda. Assim foi concebida a vaidade no próprio satanás.

Esta palavra que tem sido muitas vezes mascarada como algo bom, que sugere autoestima e cuidado com a própria aparência, é na verdade o pecado que gerou a queda de Lúcifer e, até hoje, tem gerado distração, engano e morte.

Foram exatamente a distração e o engano, gerados pela vaidade, que me deixaram como morta, porém vivendo uma vida de religiosidade.

Religioso é o que vive segundo as regras de uma religião, alguém que se esforça para ser correto de acordo com leis e padrões pré-estabelecidas.

Por mais que alguém se esforce, jamais conseguirá ser puro o suficiente, por isso há necessidade da justificação através de Jesus Cristo. O sacrifício da cruz cumpriu a lei e nos outorgou a graça (favor não merecido). Não é o que fazemos que nos torna aceitáveis aos olhos de Deus, mas o que Jesus Cristo fez. Nosso aparente e momentâneo sucesso em parecermos justos, facilmente nos torna críticos e intolerantes com os erros dos outros como se estivéssemos em posição de superioridade. Tendo tal ilusão como “pano de fundo” é comum desenvolvermos o desejo de reconhecimento, aclamação, aplausos e elogios. Este desejo, quando alimentado, nos torna escravos das expectativas humanas, nos desviando dos propósitos de Deus.

Porém, existe o contraponto.A bíblia diz que Jesus se esvaziou, assumindo forma de servo. O capítulo 2 da carta de Paulo aos filipenses é uma das descrições mais tocantes e reveladoras do caráter do Rei que se humilhou para se identificar conosco habitando entre nós, levando sobre si a culpa que era nossa, morrendo a nossa morte, para nos dar acesso a Sua vida.

‘… pois Ele, substituindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz.’ (Filipenses 2:6-8).

Jesus tomou o caminho contrario ao de Lúcifer. A trajetória do Messias de Deus foi de submissão e humildade. Ele veio para ‘desfazer as obras do diabo’. Quando nutrimos o desejo de sermos semelhantes a Jesus em humildade e amor, entregamos toda a glória a Deus, poderemos finalmente viver a vida abundante que foi conquistada para nós, e, só então, nos tornaremos instrumentos de cura e libertação atraindo outros aos pés do Senhor.

A obediência e humildade de Cristo cumpriram o propósito de Deus para a redenção do homem.

‘… Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.’ (Filipenses 2:9-11).

Nos deixamos levar pelo orgulho e a vaidade que o diabo coloca em nosso coração e perdemos a essência, acabamos ficando cegos da glória de Deus pela a autossatisfação. Quando diz pra buscarmos de todo o coração pra então encontrarmos o Senhor, é entregar a Deus tudo o que está nos nossos corações, todas as nossas vontades, desejos, sonhos, projetos, medos, abismos, pedras, pecados… TUDO! Quando entregamos tudo nas mão de Deus e nos colocamos à sua vontade, os sonhos dEle se realizam nas nossas vidas, recebemos bênçãos, somos felizes, nos sentimos completos pela presença de Deus dentro de nós, e não por nossas atitudes.

Quando olhamos o contexto do versículo 13 de Jeremias, capítulo 29, então podemos perceber o amor e o zelo de Deus em ter um relacionamento conosco.

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o SENHOR… (Jeremias 29:11-14)

Temos que buscar a Deus com toda a vontade, com sede e fome por sua presença, com anseio de conhecer a cada dia mais a Deus, em querer estar ali por gratidão pela sua grande prova de amor. A minha oração pra minha vida e pra sua vida é que tenhamos essa fome por Deus, que tenhamos vontade de aprender mais das escrituras, de ter anseio em conhecer a Deus. Pra que não possa ser plantado em nós raízes de orgulho e vaidade pra que não nos afastemos do nosso Pai, pra que não cometamos os mesmos erros e não desagradarmos o coração de Deus!

Fiquem na paz de Deus!

Abração…

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Prioridade

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Parece bem simples, na verdade. Uma sequência quase lógica, uma fórmula quase mágica de felicidade: primeiro Você, e então tudo o mais vem com a abundância que tem que vir, e eu nem me importo com a forma, porque já estaria tão plena e cheia e feliz, que o que viesse seria bônus. Um presente a mais por já estar feliz da vida na Presença que importa. Depois, se algum desespero, ou mesmo aquela ‘ansiosa solicitude pela vida’ quisessem massacrar meus sentimentos, era só suplicar confiadamente na paz que eu não entendo e ela guardaria, na concha da mão, mente e coração. Mas o coração, ah. Ele. Ele e o vendaval de afetos e desafetos que embaraçam as minhas escolhas todo dia.

Não é ingratidão. Aliás, obrigada pela liberdade (ainda que a minha noção de liberdade esteja confusa desde sempre). Só queria te dizer que é muito difícil, mas escolho a confiança que Você diz que eu posso ter. Só queria reafirmar que estou tentando querer tanto uma coisa a ponto de deixá-la nas suas mãos. Sonhar tanto, até não buscar o sonho como primeiro objetivo de vida. Desejar tanto e esperar.

Se os seus pensamentos de paz incluem os meus sonhos mais detalhistas, eu digo sim. Se não incluem, digo sim de novo, para aceitar sonhos melhores. E essa paz que eu não entendo, e nem preciso entender, me traz a alegria que deixa o rosto bonito. Porque as melhores coisas da vida não são conquistadas com a ansiedade corrosiva que vem do inferno, mas no descanso de quem é amado.

E cedinho, como hoje, ontem e todos os dias em que arrisco um olhar profundo pro céu, digo: ‘obrigada, eu sabia que seria bom’. E a resposta vem num sussurro, dentro de mim: ‘mas você, como todo mundo, nunca sabe que será surpreendente’.

Me ensina a buscar o que importa e a enxergar que é Você a recompensa. E o que vier depois disso vai se juntar à imensa alegria de pertencer a quem tem em Si mesmo todo amor e satisfação que alguém pode querer.

Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça,
e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
Mateus 6.33

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam
os vossos pedidos conhecidos diante de Deus, pela oração e súplica
com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo
o entendimento, guardará os vossos corações e
os vossos pensamentos em Cristo Jesus
Filipenses 4. 6-7

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor;
pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.
Jeremias 29.11

Riscos e Rabiscos

A infância é uma das mais belas fases da vida do ser humano, nela existem experiências únicas, as quais constituem o caráter de uma pessoa. Os poetas, filósofos, cientistas e tantos outros estudiosos, concordam com o pensamento: A infância é bela.

Uma cena a qual pode ser observada em crianças pequenas é a exploração do mundo mediante os desenhos que elas produzem. Os desenhos começam em folhas de papel e terminam nas paredes da casa. As mães e os pais, quando percebem este fato, ora riem, ora gritam com as crianças.

Meu questionamento é: Se os pais desenhassem com seus filhos eles fariam isso? Se eles tivessem um guia isso aconteceria?

Você pode não ser uma criança de 3, 4, 5 ou 6 anos, todavia ainda “tem um lápis em sua mão”. Este lápis você utiliza no seu cotidiano, para escrever a sua história de vida. O papel pra você expressar seus sentimentos, já não é mais o de celulose, mas o papel que é confeccionado com a vida de outras pessoas e a sua. Todos os dias você risca, escreve, registra a sua marca na vida de uma pessoa e na própria vida também. Algumas pessoas podem riscar coisas ruins em nossas vidas, como tristeza, desprezo, palavras más e ações que não nos fará felizes. Já outras registram em nossas vidas expressões de amor, cuidado, carinho, esperança e outros bons sentimentos e ações. Essas marcas podem ser boas ou ruins, o grande problema é que não há borracha para apagar as marcas em nossas vidas. O que há é uma nova história de vida caso você queira.

Você pode escolher escrever a sua vida como uma criança independente do PAI(no seu caso e no meu Deus) ou esperar que ele segure a sua mão e lhe ajude a escrever. Deus tem projetos de vida, pra mim e pra você, mas muitas vezes nós não permitimos que Ele nos ajude a executá-los. A nossa ansiedade nos cega e só conseguimos perceber a possibilidade a qual nós achamos ser a mais correta, e normalmente a única solução para um fato que nos aflige.

Muitas pessoas tem dificuldades em estabelecer relacionamentos afetivos, pois estão fragmentadas. Elas são frutos de inúmeras relacões fracassadas. Somos como folhas, cada vez que nos relacionamos com uma pessoa, nos aderimos a ela. Uma folha colada só descola de outra rasgando. Inúmeras são as marcas em ambas. As marcas são impressas em ambas as “folhas”.

Escolher esperar é compreender que não há necessidade de sair por ai colando em todo mundo, pois sabemos que isso não é saudável pra ninguém. Não fique por ficar. Estabeleça um relacionamento saudável e duradouro visando o casamento. Inúmeras pesquisas afirmam que as primeiras experiências são pilares em nossa vida, ou seja, fundamentos em nossa vida emocional.

Pergunte ao Pai qual é a direção do risco, onde você deve riscar e quem pode permitir riscar você, não se permita por toda a vida ser riscado(a) por pessoas que não querem o seu bem e que estejam fora dos planos do arquiteto celeste, e cuidado ao riscar a vida alheia, pois os rabiscos não saem da folha da vida

Uma nova história Deus tem pra você!

Gustavo Pestana

Extraído de Eu Escolhi Esperar

Cristianismo X Política

A comunidade evangélica em nosso país soma já alguns milhões, distribuídos em todas as unidades da Federação, na maioria de seus municípios, principalmente nos grandes centros urbanos. Somos uma comunidade de composição diversificada: homens e mulheres de todos os grupos étnicos, de todos os níveis de instrução, de todos os níveis sociais. Retratamos de certa forma, a realidade do país. Simbolizamos a universidade da destinação da mensagem do evangelho: a toda criatura. Somos uma comunidade pluralista com nítida tendência à mobilidade social ascendente.

À nossa presença física e representação numérica não correspondem iguais peso, influência e impacto na vida nacional. Nossa comunidade tem vivido voltada para dentro de si mesma, suas atividades, programações, alegrias e tristezas, endoconcentrada, como uma subcultura, numa consciência de minoria. Passado o tempo da discriminação que nos era imposta, optamos por um auto-isolamento, construindo, em paredes mentais, a realidade nefasta de um gueto. A esse isolamento corresponde uma diminuição da possibilidade de influenciar a sociedade com nossas idéias.

Agora, eu te faço duas perguntas: 

1. A política é mundana, não sendo, portanto, lugar para os crentes? 

 2. Não adianta fazer coisa alguma; devemos pregar o evangelho e aguardar o retorno do Senhor? 

Percebe-se, nitidamente, o desconhecimento de uma teologia política, como uma das dimensões da ética, dentro da teologia sistemática. A leitura dos textos bíblicos referentes ao social e ao político é “espiritualizada”, em deturpação de seu sentido original. Confunde-se, por exemplo, a categoria mundo, que nas Escrituras traduz vocábulos diversos e sentidos vários. Tudo isso se agrava por uma leitura superficial da escatologia pré-milenista: a expectação das coisas futuras nos conduz a uma inação diante das coisas presentes; a realização na pós-história nos faz perder o sentido da história.

“Se não pode ser meu, não é bom; não sendo bom, não devo desejar; não desejando, sem poder alcançar, não me frustro”. 

Em nossa mente — e em nossa teologia popular não formalizada — tem lugar uma divisão das coisas em boas e más. Certas áreas de atividade humana seriam consideradas más, território privado do inimigo, aonde não devemos ir, sob pena de inevitável derrota. Algumas dessas áreas — as artes, os esportes, os meios de comunicação, a política — são justamente as mais importantes em termos de influência para a sociedade como um todo.

Por ignorância, preconceito, ou medo, entregamos de mão beijada o “filé do mundo” a Satanás e nos retraímos para as áreas menos desafiantes. Estamos nos concentrando nas profissões técnicas, executivas e liberais, não contribuindo criativamente com a formação da inteligência nacional. Raros, solitários, incompreendidos e impotentes são os que se aventuram à sociologia, à antropologia, à ciência política, à filosofia e às expressões artísticas e literárias.

A visão da igreja local como um feudo e da denominação como uma tribo, somada a um individualismo extremado, arredio ao associativismo, que tem caracterizado uma das deturpações históricas da ética protestante, somente agrava o quadro. Tudo isso debilita a possibilidade de influência.

O verão do mundo não será feito pelo vôo de andorinhas solitárias, alvos mais fáceis ainda dos caçadores. 

Nas últimas décadas, a presença de evangélicos na política tem se caracterizado pelo individualismo de atuação (além do despreparo ético e científico de alguns), descompromisso com a comunidade de fé, ausência de uma análise crítica global dos problemas e de projetos alternativos, caindo em um imediatismo de medidas da rotina das coisas, de cunho meramente assistencialista e clientelístico.

Sem uma identidade, sem uma contribuição própria, tende-se a seguir a reboque dos diversos líderes, partidos e ideologias, tanto à direita quanto à esquerda. O antipoliticismo de tantos é complementado pelo exagerado adesismo de muitos.

O texto que nos manda obedecer às autoridades é deturpado em sua interpretação; do institucional é transmudado em obediência cega a determinado partido, ideologia ou sistema econômico, levando à perda da dimensão profética, desafiadora, transformadora, que deve ser apanágio da comunidade dos remidos.

A perda da identidade não se dá apenas na sacralização do status quo (este regime = mais cristão), mas, de igual modo, na sacralização do status quo de determinado país estrangeiro ou modelo alternativo (outro regime = mais cristão).

Nota-se, cada vez mais, uma insatisfação quanto à presente maneira de ser e agir da comunidade evangélica, notadamente entre os jovens. Todos estão preocupados em expandir a influência da nossa fé libertadora pelo país, escravo do sincretismo, da idolatria, dos cultos falsos, dos valores negativos, onde grassa a cegueira espiritual, a imoralidade e a injustiça. A cada época, devemos reexaminar nossos deveres e possibilidades, em obediência à voz do Senhor, para a expansão do seu reino.

Lamento que sejamos — como evangélicos — uma multidão carente de discernimento, envolvimento, misericórdia, ardor pela justiça, amor pelos excluídos, coragem profética e coragem (e conteúdo) para fazer um país diferente. Vale a pena continuar tentando, esperando, intercedendo, clamando. 

Fonte: Robinson Cavalcanti / Ultimato 

Andre Lucas

Extraído de Sai do Muro

Acrescentando só mais uma coisa, NA MINHA OPINIÃO, púlpito de igreja não é palanque de comício, acho uma ideia legal os cristãos se interessarem mais pela política, não que se envolvam pra se elegerem, mas buscar ter mais conhecimento do mundo político porém sou extremamente contra político subir ao altar pra pedir voto! Deus abençoe você!

Felipe Guimarães

O que faria Jesus sorrir?

     O que faria Jesus sorrir? Será que o que O faz sorrir é o mesmo que nos faz também? Bom, tenho uma referência aqui comigo, que sou eu mesmo, que gostaria de utilizar para pensar se as razões que fariam Jesus sorrir não seriam as mesmas que as nos fazem.

A gente geralmente sorri quando alguma coisa muito boa nos acontece. Assim, abro um sorriso quando me encontro com minha família. Ah! É muito bom poder abraçá-los e beijá-los… Como é gostoso estar com eles, conversar, brincar… Que coisa boa é fazer isto! Não seria esta uma boa razão do sorriso de Jesus? Não consigo ver nada que possa Lhe dar mais prazer do que estar com sua família. Sim, Jesus sorri quando está no meio de Sua família.

     Também abro os lábios em sorriso quando me encontro com meus amigos. Que alegria, que presente dos céus é ter amigos! Quantos momentos maravilhosos passamos juntos! A gente sorri à toa quando se está entre amigos. A gente se sente amado, se sente grande, se sente… Deus, quando criou a amizade, nos seu um pouco de sua própria essência, pois Deus é relacionamento. Estou certo de que Jesus abria um sorriso enorme quando se encontrava com seus amigos!

     Também me faz rir ouvir boas notícias. Saber de alguém que ficou bom de alguma doença; saber de problemas que foram resolvidos – nossos ou de outras pessoas; saber de conquistas e vitórias de gente querida; saber melhorias sociais e políticas (embora seja raro sorrirmos por esta razão, já me tirou um sorriso). Jesus exultava com as boas notícias que lhe eram trazidas. Ele tinha prazer em recebê-las e mesmo quando não as recebia Ele convertia a má notícia em boa. Ele gostava mesmo de boas notícias! Na verdade, Ele próprio se fez a melhor das notícias.

    Então, quer sorrir?  Curta sua família, mas curta o máximo que puder. Curta até dizer chega e se refestelar na cama de um cansaço extremamente prazeroso! Mas também se embrenhe no meio de seus amigos e faça isto a troco de nada. Faça tão somente para sorrir e fazer sorrir. Amigos e sorriso são uma boa combinação infalível. Por fim, fuja de notícia ruim. E não apenas procure boas notícias, mas crie você mesmo boas notícias para os outros. Faça-se boas notícias para os outros. pouca coisa nos faz rir tanto como o sabermos que podemos ser a causa de sorriso para alguém. Seja o sorriso de alguém ainda hoje!

   Mas quer dar o sorriso mais belo do mundo? Então, faça parte da família de Jesus amando-o e nele crendo; Deixe Jesus ser o seu melhor amigo e passe a rir com ele a toda hora. Ele vai amar, em gargalhadas, cada momento que você estiver com Ele. E, por fim, deixe sua vida ser uma boa notícia pra Jesus. Toda vida é uma ótima e exultante notícia para Jesus quando passa a lhe pertencer e se deixa ser cuidada por seu amor.

Beijos e abraços..

Felipe Guimarães.

Vergonha dos crentes…

São gritantes os escândalos, o pecado, a confusão e as heresias presentes entre a população chamada evangélica. Isso chega a tal ponto que já não são poucos os que não querem mais ser designados como “evangélicos”, pois o significado original desse termo teria se degenerado ao longo do tempo. Assim, a recusa em ser chamado de “evangélico” seria uma forma de se opôr a toda a confusão que está por aí, e uma forma de dizer “não tenho nada a ver com isso”.

Não tenho preocupação com designações. Afinal, o Senhor conhece os que são Seus (II Tm. 2:19), independentemente das designações usadas pelos homens. Todavia, tenho um cuidado com aqueles que não querem ser chamado de evangélicos como uma forma de protesto, de dizer “não tenho nada a ver com os erros dessa povo”. Meu cuidado é o seguinte: se cremos que entre a população evangélica existe gente que sinceramente abraçou a fé em Jesus, que nasceu de novo, ainda que esteja envolvida em erros, então é importante lembrar que “Jesus não se envergonha de chamá-los irmãos” (Hb. 2:11). Se Jesus não se envergonha deles, considero que nossa postura não deve ser motivada pela necessidade de expressar o quanto somos diferente deles.

Se Jesus não se envergonha de mim, apesar dos meus muitos pecados, eu não tenho o direito de me envergonhar daqueles que são meus irmãos, pois Deus nos recebeu em Cristo.

Portanto, minha preocupação não é com as designações (evangélico, protestante, cristão etc..). Me preocupo com a postura do “sou diferente deles, não tenho nada a ver com esses erros”. É importante lembrar que o Pai é nosso, e as dívidas ou pecados também são nossos. Ver erros em uma parcela da Igreja não pode nos levar a pensar que somos diferentes dessa parcela, e que esses erros não são problemas nossos. A constatação de tantos problemas e confusões deveria nos levar a buscar solução em Deus, com o coração esperançoso e cheio de certeza de que o Senhor Jesus cumprirá sua palavra: “edificarei a minha igreja”.

Em Cristo,

Anderson Paz

Não binque com Deus!

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?

Números 23:19

 

Reflita nesse versículo! Deus não se sujeita a fazer coisas que homens fazem! Deus não irá trair, mentir, falhar ou magoar aquele que vive segundo o seu coração! Deus é Deus! Não faça joguinhos com Ele achando que por chantagem Ele sederá a você! Coloque-se no seu lugar de servo, filho e amigo e ame à Deus de todo coração!

Felipe Gui