No verso

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Lá estavam as páginas, todas rabiscadas, e ela com o lápis de cor na mão.

Com vontade de pintar um novo amanhecer, de um céu azul daqueles de dias quentes.
Com vontade de fazer voar aquela borboleta que, ontem, ainda vivia no casulo.
Vontade de pintar as folhas verdes que colorem e enchem de esperança.
E todas aquelas flores do campo com que sonhou.

Só queria escrever a palavra amor e contorná-la com um coração.
Pintar uma boca pra beijar e deixar no papel a marca do batom.
queria desenhar uma mão, uma proteção qualquer.

Pintaria um risco infinito por onde caminhar, um círculo pra guardar as coisinhas de toda uma vida.
Pintaria breves, mínimas, colcheias e fusas, tudo pra cantar o que mandasse o coração.
Pintaria o infinito, o invisível, as asas da liberdade.

Mas lá estavam as páginas, todas completamente rabiscadas, e ela com o giz de cera na mão.

Com uma vontade enorme de colorir a vida e pendurar em uma parede lá do corredor.
Pra olhar e continuar a querer.
Pontilhar uma aliança que renovasse a fé.
Pintar os sonhos perdidos.

Sem onde riscar, sem onde colorir.

Até que A Voz, aquela que só diz quando a gente cala e presta atenção, ensinou o que era importante de verdade:
‘Vire a página, filha. Atrás ainda é branco’.

Claro! atrás ainda era branco.
Apesar das marcas deixadas pelos riscos feitos naquilo que se tornou verso
[aquelas marcas que sempre ficam].
Ainda era branco.
Limpo e pronto para um novo colorido que vem vindo devagar, tracinho por tracinho.

Michelle Ferraz.

Cristianismo X Política

A comunidade evangélica em nosso país soma já alguns milhões, distribuídos em todas as unidades da Federação, na maioria de seus municípios, principalmente nos grandes centros urbanos. Somos uma comunidade de composição diversificada: homens e mulheres de todos os grupos étnicos, de todos os níveis de instrução, de todos os níveis sociais. Retratamos de certa forma, a realidade do país. Simbolizamos a universidade da destinação da mensagem do evangelho: a toda criatura. Somos uma comunidade pluralista com nítida tendência à mobilidade social ascendente.

À nossa presença física e representação numérica não correspondem iguais peso, influência e impacto na vida nacional. Nossa comunidade tem vivido voltada para dentro de si mesma, suas atividades, programações, alegrias e tristezas, endoconcentrada, como uma subcultura, numa consciência de minoria. Passado o tempo da discriminação que nos era imposta, optamos por um auto-isolamento, construindo, em paredes mentais, a realidade nefasta de um gueto. A esse isolamento corresponde uma diminuição da possibilidade de influenciar a sociedade com nossas idéias.

Agora, eu te faço duas perguntas: 

1. A política é mundana, não sendo, portanto, lugar para os crentes? 

 2. Não adianta fazer coisa alguma; devemos pregar o evangelho e aguardar o retorno do Senhor? 

Percebe-se, nitidamente, o desconhecimento de uma teologia política, como uma das dimensões da ética, dentro da teologia sistemática. A leitura dos textos bíblicos referentes ao social e ao político é “espiritualizada”, em deturpação de seu sentido original. Confunde-se, por exemplo, a categoria mundo, que nas Escrituras traduz vocábulos diversos e sentidos vários. Tudo isso se agrava por uma leitura superficial da escatologia pré-milenista: a expectação das coisas futuras nos conduz a uma inação diante das coisas presentes; a realização na pós-história nos faz perder o sentido da história.

“Se não pode ser meu, não é bom; não sendo bom, não devo desejar; não desejando, sem poder alcançar, não me frustro”. 

Em nossa mente — e em nossa teologia popular não formalizada — tem lugar uma divisão das coisas em boas e más. Certas áreas de atividade humana seriam consideradas más, território privado do inimigo, aonde não devemos ir, sob pena de inevitável derrota. Algumas dessas áreas — as artes, os esportes, os meios de comunicação, a política — são justamente as mais importantes em termos de influência para a sociedade como um todo.

Por ignorância, preconceito, ou medo, entregamos de mão beijada o “filé do mundo” a Satanás e nos retraímos para as áreas menos desafiantes. Estamos nos concentrando nas profissões técnicas, executivas e liberais, não contribuindo criativamente com a formação da inteligência nacional. Raros, solitários, incompreendidos e impotentes são os que se aventuram à sociologia, à antropologia, à ciência política, à filosofia e às expressões artísticas e literárias.

A visão da igreja local como um feudo e da denominação como uma tribo, somada a um individualismo extremado, arredio ao associativismo, que tem caracterizado uma das deturpações históricas da ética protestante, somente agrava o quadro. Tudo isso debilita a possibilidade de influência.

O verão do mundo não será feito pelo vôo de andorinhas solitárias, alvos mais fáceis ainda dos caçadores. 

Nas últimas décadas, a presença de evangélicos na política tem se caracterizado pelo individualismo de atuação (além do despreparo ético e científico de alguns), descompromisso com a comunidade de fé, ausência de uma análise crítica global dos problemas e de projetos alternativos, caindo em um imediatismo de medidas da rotina das coisas, de cunho meramente assistencialista e clientelístico.

Sem uma identidade, sem uma contribuição própria, tende-se a seguir a reboque dos diversos líderes, partidos e ideologias, tanto à direita quanto à esquerda. O antipoliticismo de tantos é complementado pelo exagerado adesismo de muitos.

O texto que nos manda obedecer às autoridades é deturpado em sua interpretação; do institucional é transmudado em obediência cega a determinado partido, ideologia ou sistema econômico, levando à perda da dimensão profética, desafiadora, transformadora, que deve ser apanágio da comunidade dos remidos.

A perda da identidade não se dá apenas na sacralização do status quo (este regime = mais cristão), mas, de igual modo, na sacralização do status quo de determinado país estrangeiro ou modelo alternativo (outro regime = mais cristão).

Nota-se, cada vez mais, uma insatisfação quanto à presente maneira de ser e agir da comunidade evangélica, notadamente entre os jovens. Todos estão preocupados em expandir a influência da nossa fé libertadora pelo país, escravo do sincretismo, da idolatria, dos cultos falsos, dos valores negativos, onde grassa a cegueira espiritual, a imoralidade e a injustiça. A cada época, devemos reexaminar nossos deveres e possibilidades, em obediência à voz do Senhor, para a expansão do seu reino.

Lamento que sejamos — como evangélicos — uma multidão carente de discernimento, envolvimento, misericórdia, ardor pela justiça, amor pelos excluídos, coragem profética e coragem (e conteúdo) para fazer um país diferente. Vale a pena continuar tentando, esperando, intercedendo, clamando. 

Fonte: Robinson Cavalcanti / Ultimato 

Andre Lucas

Extraído de Sai do Muro

Acrescentando só mais uma coisa, NA MINHA OPINIÃO, púlpito de igreja não é palanque de comício, acho uma ideia legal os cristãos se interessarem mais pela política, não que se envolvam pra se elegerem, mas buscar ter mais conhecimento do mundo político porém sou extremamente contra político subir ao altar pra pedir voto! Deus abençoe você!

Felipe Guimarães

Nota

Dando um jeito…

… aquilo que o homem semear, isso também colherá … 

(Gálatas 6:7)

Há muito tempo, uma menina chamada Lia se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de alguns dias, passou a não se entender com a sogra, pois as personalidades delas eram muito diferentes e Lia foi se irritando com seus hábitos e a sogra, por sua vez, frequentemente a criticava. Meses se passaram e elas cada vez mais discutiam e brigavam.

De acordo com a antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo. Lia, já não suportando mais conviver com ela, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai. Depois de ouvi-la, ele pegou um pacote de ervar e lhe disse: ‘- Vou lhe dar várias ervas que irão envenenar lentamente sua sogra. Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar de sua sogra, porque isso causaria suspeitas, a cada dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para não ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável.’ Lia  respondeu: ‘- Sim, Sr. Huang, eu farei tudo o que o senhor me pediu.’

Lia ficou muito contente, agradeceu e voltou apressada para casa, para começar o projeto de envenenar sua sogra. Semanas se passaram e a cada dois dias Lia servia a comida ‘especialmente tratada’ à sogra. Ela sempre lembrava do que o Sr. Huang tinha recomendado sobre evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe. Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral, Lia tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses, não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha.

Um dia, Lia foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir ajuda e disse: ‘- Querido Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra, ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dei.’ Sr. Huang sorriu e acenou com a cabeça.

‘- Lia, não precisa se preocupar, as ervas que eu lhe dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno na verdade estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela’.”

Queridos e queridas, em vez de envenenarmos cada vez mais as pessoas, deveríamos nos esforçar para amá-las. Muitas vezes o problema não é tão grande quanto imaginamos, uma pequena mudança pode reverter toda a situação! Quem sabe elas não mudam recebendo amor ao invés de um troco na mesma moeda?!

Paz de Cristo para você,

Felipe Guimarães.

Vergonha dos crentes…

São gritantes os escândalos, o pecado, a confusão e as heresias presentes entre a população chamada evangélica. Isso chega a tal ponto que já não são poucos os que não querem mais ser designados como “evangélicos”, pois o significado original desse termo teria se degenerado ao longo do tempo. Assim, a recusa em ser chamado de “evangélico” seria uma forma de se opôr a toda a confusão que está por aí, e uma forma de dizer “não tenho nada a ver com isso”.

Não tenho preocupação com designações. Afinal, o Senhor conhece os que são Seus (II Tm. 2:19), independentemente das designações usadas pelos homens. Todavia, tenho um cuidado com aqueles que não querem ser chamado de evangélicos como uma forma de protesto, de dizer “não tenho nada a ver com os erros dessa povo”. Meu cuidado é o seguinte: se cremos que entre a população evangélica existe gente que sinceramente abraçou a fé em Jesus, que nasceu de novo, ainda que esteja envolvida em erros, então é importante lembrar que “Jesus não se envergonha de chamá-los irmãos” (Hb. 2:11). Se Jesus não se envergonha deles, considero que nossa postura não deve ser motivada pela necessidade de expressar o quanto somos diferente deles.

Se Jesus não se envergonha de mim, apesar dos meus muitos pecados, eu não tenho o direito de me envergonhar daqueles que são meus irmãos, pois Deus nos recebeu em Cristo.

Portanto, minha preocupação não é com as designações (evangélico, protestante, cristão etc..). Me preocupo com a postura do “sou diferente deles, não tenho nada a ver com esses erros”. É importante lembrar que o Pai é nosso, e as dívidas ou pecados também são nossos. Ver erros em uma parcela da Igreja não pode nos levar a pensar que somos diferentes dessa parcela, e que esses erros não são problemas nossos. A constatação de tantos problemas e confusões deveria nos levar a buscar solução em Deus, com o coração esperançoso e cheio de certeza de que o Senhor Jesus cumprirá sua palavra: “edificarei a minha igreja”.

Em Cristo,

Anderson Paz

Natal – 2011

Natal … Ah! O natal, uma época boa para a maioria e ruim para os desgostosos da vida. Vamos olhar somente pro lado bom das coisas ok? Para muitos é uma época onde vemos decorações bélissimas, onde recebemos presentes, onde comemos muito e coisas ótimas etc.

Para muitos (desconta as crianças q recebem uma cultura desde q nascem de q existe) é a vinda do Papai noel.

Papai Noel ou Pai Natal (“Noël” é natal em francês) é uma figura lendária que, em muitas culturas ocidentais, traz presentes aos lares de crianças bem-comportadas na noite da Véspera de Natal, o dia 24 de dezembro, ou no Dia de São Nicolau (6 de dezembro). A lenda pode ter se baseado em parte em contos sobre a figura histórica de São Nicolau.

Enquanto São Nicolau era originalmente retratado com trajes de bispo, atualmente Papai Noel é geralmente retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto. Essa imagem se tornou popular nos EUA e Canadá no século XIX devido à influência da Coca-Cola, que na época lançou um comercial do bom velhinho com as vestes vermelhas. Essa imagem tem se mantido e reforçado por meio da/dos mídia ou meios publicitários, como músicas, filmes e propagandas.

Conforme a lenda, Papai Noel mora no Extremo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão britânica frequentemente se diz que ele reside nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia. Papai Noel vive com sua esposa Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras. Outra lenda popular diz que ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e que entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados no mundo, e às vezes carvão às crianças mal-comportadas, na noite da véspera de Natal. Papai Noel consegue esse feito anual com o auxílio de elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas que puxam o trenó.

O personagem foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira na Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.

Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Os cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Outros críticos sentem que Papai Noel é uma mentira elaborada e que é eticamente incorreto que os pais ensinem os filhos a crer em sua existência. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais.

O que você acha? É certo ou não o fato de o Papai Noel substituir o verdadeiro valor do natal? Pra vc qual é o verdadeiro valor do natal?

Que vc tenha um natal cheio de paz, de graça, de amor e perdão! Que Deus ilumine o natal aí na sua casa e que venhamos a celebar o natal como um memorial do nascimento do Senhor Jesus … Um beijão e um abraço!

Felipe Gui